segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Padre Santo na Internet 8: Sancti eritis, quia ego sanctus sum


Uma ótima publicação no blog: Dominus Vobiscum



Nossa caminhada terrestre só tem sentido se orientada para um único fim: a glorificação de Deus por meio de sua graça sobre nossos atos cotidianos. Isto se resume no maior ideal cristão que foi tão bem elucidado por São Josemaria Escrivá de Balaguer: o mandato universal à santidade. Parece-nos uma utopia tão distante; porém o Senhor nos revela tão próxima e possível. A santidade se torna possível e convincente (além de estar fundamentada na própria santidade inviolável da Trindade) nos tantos exemplos de homens e mulheres que se entregaram inteiramente ao amor salvífico de Cristo. Nos últimos tempos um exemplo me chamou atenção.

"Sed secundum eum, qui vocavit vos, sanctum, et ipsi sancti in omni conversatione sitis"
IPd 1,15


Padre Rodolfo Komórek, SDB


Padre Rodolfo Komórek nasceu no dia 11 de outubro de 1890, em Bielsko, na Polônia, e muito antes de se tornar padre já demonstrava sinais de santidade. Sua trajetória de vida está intimamente ligada a São José dos Campos, onde emprestou seu nome a um cemítério, rua e instituto de padres salesianos.
A infância foi marcada pela dedicação aos pais, à escola e à Igreja. Já no Seminário de Weidenau, uma pequena cidade da Polônia, era chamado de santo pelos colegas.
Conhecido por seu espírito penitente, logo que se ordenou sacerdote, em 1913, trabalhou como vigário cooperador em localidades próximas a sua terra natal.
Quando a Primeira Guerra Mundial estourou, em 1914, atuou como capelão militar em Cracóvia -- chegou a ser condecorado pelo governo austríaco com a Cruz Espiritual de Mérito e foi homenageado pela Cruz Vermelha. Foi preso pelo exército italiano durante dois meses em Trento e, depois de libertado, voltou à Polônia, onde ingressou na Congregação dos Salesianos de Dom Bosco.
Em 1924, Padre Rodolfo chegou ao Brasil, enviado para dar atendimento espiritual aos colonos poloneses de Dom Feliciano (RS). Mais tarde, foi transferido para o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora de Niterói (RJ) e desenvolveu atividades como vigário cooperador em Luiz Alves (SC).
No Vale do Paraíba, a primeira cidade onde chegou foi Lavrinhas, na época em que começou a sentir os primeiros sintomas de doença pulmonar. Veio morar em São José dos Campos no início da década de 1940.
Mesmo durante o tratamento contra a tuberculose, Padre Rodolfo dedicou-se a atender doentes em hospitais, asilos e pensões hospitalares da cidade, considerada então uma estância climática.
Sua morte, ocorrida no dia 11 dezembro de 1949, foi marcada pelas manifestações de carinho da população joseense. Foi enterrado no cemitério do centro de São José - que recebeu seu nome em 2003. Seu túmulo é o mais visitado do local e fica sempre cheio de flores e velas, depositadas ali por devotos.
Meio século depois de sua morte, em 1999, um milagre atribuído a Padre Rodolfo teria curado uma moradora de São José de um tumor maligno. Médicos atestaram que ela estava totalmente livre da doença e a paciente atribuiu sua cura a orações feitas a Padre Rodolfo
Atualmente o Tribunal Diocesano analisa os documentos que analisam o processo de beatificação de Padre Rodolfo.

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