domingo, 21 de outubro de 2012

Penitente à mesa



Contentava-se pela manhã com uma simples xícara de água quente, na qual deitava algumas gotas ou uma colherinha de café. Não tocava no açucareiro e servia-se de pedaços de pão dormido.

Quando as irmãs do Asilo Santo Antonio, em São José dos Campos, insistiam para que tomasse leite á guisa de fortificante, retrucava: “Mais vale uma Ave-Maria que uma xícara de leite”.

Não comia carne, não comia nem bebia fora das refeições, nem jamais quis nada de extraordinário para si, dando sempre preferência aos que os demais rejeitavam.

Foi visto muitas vezes recolhendo pedaços de pão que encontrava pelos pátios dos colégios ou pelas calçadas. No dizer de muitos, comia-os ás refeições.

No sanatório comia o pão que recolhia no refeitório dos pensionistas, pedindo licença às Irmãs para dar o pão fresco aos pobres.

Em São Feliciano-RS, alguns operários trabalhavam na construção de um prédio para os salesianos. Eram dias de penúria. O Pe. Rodolfo recolhia as sobras da refeição dos trabalhadores e delas servia-se à mesa.

Uma aluna pobre consumou na escola uma parca refeição: batatas! Deixou as cascas sobre a carteira. Viu depois, por acaso, o Pe. Rodolfo recolhê-las e levá-las para comer.

Observava rigorosamente os jejuns da Igreja e da Congregação, e acrescentava outros, freqüentes e pesados. Não obstante tais rigores, continua a trabalhar intensamente. Ia de capela a capela sem se alimentar, dispensando o café ou o almoço.

Com os outros, porém, insistia para que se alimentassem bem, a fim de conservarem a saúde...

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina.

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