quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Extremamente Gentil

Cobria o próximo de gentilezas. Cumprimentava a todos sem distinção. Viram-no tirar o chapéu e fazer profunda reverência a um senhor negro que vinha em sua direção.

As pessoas que o viam atravessar a cidade detinham-se edificadas a contemplar o "padre santo", que depois de as cumprimentar seguia seu caminho, recolhido como se estivera numa igreja.

Repetia uma velhinha do Asilo Santo Antonio (em São José dos Campos): "Sou negra, velha, cega. E ele me tratava como um pai. Era meu pai".

Com quanto carinho e desvelo fazia companhia a um sacerdote idoso, de cabeça cansada! Admirávamos o heroísmo com que lhe prestava os mais humildes serviços.

Mostrava-se muito reconhecido ante o mínimo favor que lhe fizessem. Beijava a mão do confuso seminarista que lhe fazia a tonsura. Agradecia ao motorista ou ao condutor, ao descer de um ônibus ou de um bonde. Chapéu na mão e profunda reverência traduziam a sua gratidão ao maquinista que o deixava em alguma estação...

Texto do Pe. Fausto Santa Catarina

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