domingo, 14 de outubro de 2012

Casto

Da castidade dizem os textos conciliares que libera o coração, inflama na caridade, estimula o apostolado, é fonte de fecundidade espiritual, permite que o apóstolo seja tudo para todos.

O Pe. Rodolfo foi livre como ninguém, ardia em caridade para com Deus e para com o próximo, foi um apóstolo incansável que muitos pecadores conquistou para Deus: era casto.

A pureza refletia-se no seu olhar. O teor de vida, as conversas repassadas de sobrenatural, a linguagem sempre nobre, tudo enfim revelava-se nele o candor da virtude.

Os depoimentos dizem da sua delicadeza irrepreensível. Em sua juventude descrevem-no como um moço sério, cumpridor dos deveres, perfeitamente compenetrado de suas responsabilidades perante Deus e perante os homens.

Este sentido de reponsabilidade distinguiuo sobremaneira na sua vida sacerdotal, no trabalho paroquial, desde jovem sacerdote, que não se permitia o menor deslize em relação aos sagrados compromissos.

Sua presença incutia o respeito. Impossível uma aitude leviana diante dele. Seu relacionamento com o próximo pautavase por grande dignidade. Sobretudo com pessoas de outro sexo. Que, entretanto, o procuravam em grande número no confessionário, sendo acolhidas com toda a atenção, sem nenhuma inibição, conquanto conservasse os olhos baixos, como lhe era habitual.

Com as crianças era simples e afável, mas não as acariciava. Quando se entretinha com os alunos dos colégios demostrava muita deferência, mas também dignidade e candor.

Recomendava a pureza no púlpito e no confessionário. Exaltava a beleza espiritual que irradiam os que conservam a castidade. E confirmava com a sua vida ilibada o que pregava com a boca.

Sua delicadeza e pudor revelava-se também no leito de morte. Alguém o visitou na véspera da morte e viu uma corda que emergia da coberta. Disse então a brincar: "Que isso, padre, o senhor está fazendo penitência aqui na cama?" E o Servo de Deus, ofegante pela violência da dispnéia: "Não, eu não faço penitência", e movendo-se na cama mostrou para que servia a corda. ele próprio a amarrava na extremidade do leito para que ninguém (enfermeiro ou enfermeira) o tocasse quando tinha necessidade de sentar-se ou mover-se na cama.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina

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