segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Promoção

Caros,

O blog "Portanto Entretanto Todavia" sorteará uma biografia do Venerável Pe. Rodolfo Komórek. Pedimos que visitem o endereço abaixo, onde terão mais informações sobre a maneira de concorrer a esse presente.
Agradecemos a gentileza do idealizador do blog ao auxiliar-nos na divulgação da vida do Padre Santo de São José dos Campos! Deus lhe pague!

http://portantoentretantotodavia.wordpress.com/2012/10/18/sorteio-de-livro-biografia-do-padre-rodolfo-komorek/


(com autorização do autor da fotografia)

sábado, 27 de outubro de 2012

O Padre Santo na Internet - 2


(Rodolfo Komorek, traços biográficos, 1964)

Agradecemos a divulgação feita pelo blog: A Grande Guerra.


Seria uma linda história a sua biografia. Merece e deve ser escrita. Ele é um dos fúlgidos heroísmos viventes que o ideal do Evangelho de Jesus sabe produzir mesmo num século pobre de abnegação. 
Observem este semblante de tempos da juventude. Sereno e enérgico, misto de simpatia e austeridade. Olhar agudo e firme, evoca o vigor juvenil de uma aspiração única, encouraçada por uma expressão tranquila de tenacidade resoluta. 
Nasceu na Silésia que naquele tempo (1890) pertencia não à Polônia como é hoje, mas à Áustria. Tornou-se sacerdote diocesano em 1913. Desde pequeno veio estruturando o seu espírito num clima de severidade absolutamente cristã. Suscitado por Deus para contrastar com seu exemplo de dedicação à moleza nauseante de nossa apatia para as coisas de Deus, chaga desolante nos tempos que correm. 
Um pequeno episódio da adolescência nos confirma a resolução bem cedo arraigada de sua virtude e nos mostra como era um menino diferente já dos outros. Compenetrado e eficaz na exposição de seus ideais de religião e bondade.
Tinha um irmão: João. Estudavam ambos. O irmão porém era levado, desgostava a família e era impermeável a toda admoestação. 
Certa manhã, conta-nos o mesmo João, hoje engenheiro na Polônia, tendo de me levantar cedo, comecei o dia rezando mal as orações. Rodolfo já estava à mesa de trabalho, estudando grego. Ele me tinha observado, e, quando passei ao seu lado, tirou os olhos de seu texto árduo e colocando-os sobre mim, com expressão de doçura e decisão me disse: "Olhe mano, você poderá tudo, se QUER E REZA como se deve". 
Aquelas palavras perseguiram o traquinas, convenceram-no e o fizeram mudar o rumo da vida.Querer e rezar. Que belo programa para servir de norma às atitudes de todo indivíduo que se diz cristão, que deve combater o mundo e os vícios se quiser realizar a finalidade para a qual nasceu. 
Neste conselho, Rodolfo traçava a definição de si mesmo. Ele foi por toda a vida a encarnação da prece e da forca de vontade.Em 1914, guerra... O Pe. Rodolfo era então vice-pároco de uma cidadezinha austríaca. Despendia com zelo incomum o seu trabalho sacerdotal e era venerado por todos, que o chamavam um "S. Luís". Ávido, porém, de renúncia, ardente de caridade, pediu para ir socorrer aos soldados que tombavam no fronte. 
No meio da refrega, prodigou-se desassombrado nos mais empolgantes atos de dedicação. No arquivo militar de Viena, em Áustria, encontramos os documentos de sua condecoração por méritos de guerra. Magnífico é o parecer da oficialidade que decretando esta homenagem ao bravo capelão militar em grau de capitão, resume assim a sua memorável atuação apostólica: "Excelente e sacrificado serviço diante do inimigo. Desde o início da guerra como capelão de hospital da guarnição desempenhou ele os seus deveres realmente com um extraordinário devotamento, pronto de dia e de noite para dispensar aos feridos e aos doentes o devido socorro espiritual. Exemplo de sacerdote que segundo o próprio ideal se consuma na própria vocação. Merece ser condecorado pela suprema autoridade". 
Terminada a guerra, pouco depois entrava para a Congregação Salesiana. Em 1923 foi enviado, pelos superiores, ao Brasil. Aqui, por 25 anos se devotou apaixonadamente ao ministério das almas, ao amor de Deus e à penitência. 
Trabalhou em Niterói, no estado do Rio Grande do Sul, de Sta. Catarina e São Paulo, onde, na cidade de S. José dos Campos findou a heróica existência com fama de extraordinária santidade. Em todo lugar por que passou, chamaram-lhe o "Padre Santo". 
Era de vê-lo em suas atitudes de respeito e de suma humildade diante de seus semelhantes. O seu devotamento comovente para com os pobres, doentes e humildes. O seu ardor de catequista e de confessor cheio de espírito de mansidão e piedade. 
O seu desapego das honras e dos bens perecedores desta terra. Toda a sua pessoa era um apelo para a realidade sobrenatural. Caminhou com Deus em todos os dias de sua vida e a presença divina a sentia tão familiar e tanto respeito manifestava por ela, que o víamos sempre com o chapéu na mão, ainda sob o sol mais inclemente, quando andava à cata de suas almas para salvar. 
Castigava o seu corpo inocente acumulando para a eternidade um tesouro inestimável de méritos. Quem o conheceu, certamente se lembra ainda com edificação de sua magra figura, os olhos sempre baixos, o terço na mão. Recolhido sempre. De dia no exercício do sacro ministério. De noite prostrado longamente no pavimento diante de Jesus Hóstia na mais férvida oração ou retirado no quarto repousando no duro chão. Fez tudo por amor de Deus. Não magoou ninguém.Escondeu-se totalmente dos olhos do mundo. 
Aspirou sempre à perfeição e lá chegou.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

"Peço perdão!..."



Cuidava em nunca magoar ninguém. À mínima suspeita de haver ferido o próximo, apressava-se em pedir desculpas. Procurava-o, ajoelhava-se e pedia sinceramente perdão.

Em certa ocasião houve missões nas fábricas de São José dos Campos. O Venerável Pe. Rodolfo ia a pé, e era o primeiro a chegar. Era o último a sair do confessionário. Findos os trabalhos, prostrou-se de joelhos diante do organizador das missões, pedindo perdão por haver, somente ele, estragado o trabalho das missões: “Peço perdão do pouco que fiz e do muito que atrapalhei”.

Tais palavras não soavam falso na boca do Pe. Rodolfo. Era uma humildade convicta, e suas expressões valiam por si mesmas.

Contou a superiora do Sanatório Vicentina Aranha que havendo-o repreendido no salão, diante dos doentes, por haver voltado a pé para casa, mandando de volta o carro que ela havia chamado, ajoelhou-se e pediu perdão em público. “Tivesse previsto – dizia a madre, mortificada - , jamais o teria repreendido”.

Casos como esse enfeitam de “fioretti” a vida do Pe. Rodolfo. Quando pregou um retiro aos salesianos, seus sermões e os do seu colega pareceram muito severos. Foi o que declarou em público um orador ao fim dos exercícios. Após o almoço, muitos se encaminharam para a estação, de regresso às próprias casas. Avistando o orador que se apressava para subir ao trem, o Pe. Rodolfo dirigiu-se imediatamente a ele e, ajoelhando-se, pediu perdão por haver sinto muito rigoroso e não haver pregado como se devia...

Texto do Pe. Fausto Santa Catarina

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Humilde - fugia dos elogios



O Pe. Rodolfo nunca falava de si, dos seus antecedentes, do serviço militar, das condecorações, dos estudos feitos. Disso só se veio a ter conhecimento após a sua morte.

Culto, não fazia ostentação do seu saber. Consultado, tinha a palavra exata, proferida com delicadeza e respeito.


Não queria festa pelos seus 25 anos de sacerdócio: não merecia nada, tinha muitas contas a dar a Nosso Senhor da sua miséria e indignidade. “Vós me fazeis festa, mas eu tremo. Devo dar contas a Deus dos meus vinte e cinco anos de sacerdócio”.

Aceitava de bom grado correções e observações. Em 1945, um estudante de Teologia polonês o tratou-o com aspereza para ver-lhe a reação. Pode então convencer-se da sua profunda humildade, pois o Pe. Rodolfo mostrou-se mais afável e contente do que de costume.

Tinha realmente um baixo conceito de si, a paixão pelo seu último lugar, o talento raro de se esconder e humilhar.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Em estado de penitência




 Uma senhora observou-o a caminhar muito ofegante. Ao perguntar-lhe por que estava tão cansado, ouviu: “Eu estou cansando, mas é para Deus. No céu descansarei”.

Causava admiração a coragem e a resignação com que suportava os sofrimentos, sem jamais se queixar. Tossia, sem quase pode suportar o peso do corpo. Respirava com imensa dificuldade, e para fazê-lo precisava mover os ombros. No entanto continuava a dar largas ao zelo, atendendo a todos com total dedicação.

Impressionado com o seu espírito de penitência, que se acentuou em seu últimos dias, alguém comparou-o a São Pedro de Alcântara.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Penitente no frio



Doente, não foi visto nunca agasalhando-se durante o frio, aquecendo-se ao sol, nem protegendo-se do calor.


As roupas eram sempre as mesmas, no verão e no inverno. Um velho cobertor (que doou para uma pobre viúva) e algum sobretudo surrado era quanto bastava para cobrir-se no inverno.

Numa temperatura que fazia gelar o vinho no cálice do celebrante, passava horas a fio no confessionário (não havia calefação na igreja), defendido com um simples capote, e às vezes sem ele. O rigor do frio marcava-lhe o rosto pálido e mãos inchadas de frieira.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Penitente no repouso



Noviço, já dormia no chão. Quando o superior lho proibiu, começou a dormir na cama, mas alguns colegas afirmam que punha pedras debaixo dos lençóis.

Também em São Feliciano-RS dizia-se que colocava pedrinhas ou pedaços de madeira sob o lençol. Em Massaranduba-SC, estendia no chão um cobertor e sobre ele dormia. Até a meia-noite havia luz em seu quarto. Alta madrugada ia para a igreja, à disposição de quem o procurasse.

 
No seminário de Lavrinhas-SP, aproveitava-se a oportunidade de uma limpeza geral para entrar em seu quarto. Percebeu-se então que nunca dormia na cama,  mas no pavimento duro. A cama estava cheia de livros...

No sanatório dormiu no chão até quatro ou cinco dias antes de falecer. Não se serviu nunca do mosquiteiro:  “Os pernilongos têm necessidade de viver”, dizia.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina.