quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O "Apóstolo da confissão" - parte 2


Em sua terra natal, assim como no Brasil, levantava-se muito cedo, pelas 4h da manhã, ou mesmo antes. Depois de abrir a Igreja e preparar os paramentos, punha-se no confessionário, com o terço na mão. Não tardou corresse a notícia de que nessa hora já havia um padre no confessionário. Muitos aproveitaram a oportunidade que a graça lhes oferecia mediante o confessor da madrugada.

A sua assiduidade ao confessionário era deveras impressionante. Quando devia viajar para o retiro anual, levantava-se, tomava o pequeno embrulho com alguns objetos de uso, e punha-se no confessionário até a saída da condução.

Nos colégios, quando sabiam que era o "padre santo" que vinha confessar, as confissões eram abundantes. Ele aproveitava a oportunidade para uma breve catequese, dirigindo aos ouvintes palavras cheias de unção, ensinando-lhes afazer o exame de consciência, excitando à contrição e ao propósito. Todos quedavam atentos, interessados.

Sem olhar para o bom ou para o mau tempo, apresentava-se pontualmente, na hora marcada, no Asilo Sto. Antonio, em São José dos Campos. Ia diretamente à capela e, com grande paciência, como quem não tem pressa, rezava e entoava piedosamente cânticos espirituais, esperando que os velhinhos se arrastassem até lá. Ninguém devia apressá-los. Dirigia-lhes palavrinhas repassadas de grande bondade e dava-lhes uma lição de catecismo. Punha-se depois no confessionário. Ao fim visitava os acamados, para confessá-los também.

Antes de atender as confissões ajoelhava-se ao lado do confessionário e rezava com recolhimento. Assim também após terminadas as confissões.
Quando estava em Lavrinhas - SP, ia confessar a Cruzeiro, Pinheiros, Queluz, atendendo o pedido dos vigários desses lugares. Foi confessor de muitas comunidades religiosas em Lorena, Guaratinguetá, São José dos Campos.

Em todos os lugares foi confessor dos sacerdotes, que o tinham em grande admiração. Diante deles tinha uma atitude toda de respeito e humildade. Após a confissão beijava-lhes a mão.

Parte do Confessionário que carregava quando ia atender nas comunidades

Quando confessava no sanatório carregava aos ombros o confessionário ao passar de um pavilhão para outro. Isso apressar da fraqueza física, do cansaço, da dispnéia.

Todos os que se confessaram com ele têm algo a contar. E foi no confessionário que muitos se convenceram da sua santidade. Era mais sensível a presença de Cristo naquele confessor, bondoso, humilde, que dava breves, mas preciosos conselhos.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina

Nenhum comentário:

Postar um comentário