quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Espírito Litúrgico

Vivia com intensidade o ano litúrgico, mormente a quaresma e a Semana Santa. 
 
Nas sua funções da grande semana sua atitude era impressionante. Se não estivesse a ajudar no altar, ou no confessionário, deixava-se ficar a um canto do presbitério, ajoelhado a rezar. sem olhar para ninguém.

Prestava-se de boa vontade a ajudar nas missas solenes. No seu livro de rubricas, bastante manuseado, numerosas sublinhas ressaltavam as partes que lhe pareciam mais importantes.

Conservava em ordem os objetos sagrados. Zelava pela limpeza. Ele próprio muitas vezes limpava o altar e varria a Igreja.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina

O Pregador


Conquanto não dominasse o português, era ouvido com atenção, porque mais pregava o testemunho da sua pessoa do que as palavras que pronunciava.

Foi um catequista nato. Aproveitava todas as oportunidades para falar de Deus. assim com os empregados da Casa em que residia, com os pobres, com as pessoas de pouca ou nenhuma cultura, com as crianças. 

Às vezes parava na rua e dirigia uma palavrinha a um menino ou a uma pessoa do povo. Ao pobre que batia à porta, ou comia da comida que viera mendigar, distribuía sempre o alimento substancial da Palavra de Deus.

Texto do Pe. Fausto Santa Catarina

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O "Apóstolo da confissão" - parte 2


Em sua terra natal, assim como no Brasil, levantava-se muito cedo, pelas 4h da manhã, ou mesmo antes. Depois de abrir a Igreja e preparar os paramentos, punha-se no confessionário, com o terço na mão. Não tardou corresse a notícia de que nessa hora já havia um padre no confessionário. Muitos aproveitaram a oportunidade que a graça lhes oferecia mediante o confessor da madrugada.

A sua assiduidade ao confessionário era deveras impressionante. Quando devia viajar para o retiro anual, levantava-se, tomava o pequeno embrulho com alguns objetos de uso, e punha-se no confessionário até a saída da condução.

Nos colégios, quando sabiam que era o "padre santo" que vinha confessar, as confissões eram abundantes. Ele aproveitava a oportunidade para uma breve catequese, dirigindo aos ouvintes palavras cheias de unção, ensinando-lhes afazer o exame de consciência, excitando à contrição e ao propósito. Todos quedavam atentos, interessados.

Sem olhar para o bom ou para o mau tempo, apresentava-se pontualmente, na hora marcada, no Asilo Sto. Antonio, em São José dos Campos. Ia diretamente à capela e, com grande paciência, como quem não tem pressa, rezava e entoava piedosamente cânticos espirituais, esperando que os velhinhos se arrastassem até lá. Ninguém devia apressá-los. Dirigia-lhes palavrinhas repassadas de grande bondade e dava-lhes uma lição de catecismo. Punha-se depois no confessionário. Ao fim visitava os acamados, para confessá-los também.

Antes de atender as confissões ajoelhava-se ao lado do confessionário e rezava com recolhimento. Assim também após terminadas as confissões.
Quando estava em Lavrinhas - SP, ia confessar a Cruzeiro, Pinheiros, Queluz, atendendo o pedido dos vigários desses lugares. Foi confessor de muitas comunidades religiosas em Lorena, Guaratinguetá, São José dos Campos.

Em todos os lugares foi confessor dos sacerdotes, que o tinham em grande admiração. Diante deles tinha uma atitude toda de respeito e humildade. Após a confissão beijava-lhes a mão.

Parte do Confessionário que carregava quando ia atender nas comunidades

Quando confessava no sanatório carregava aos ombros o confessionário ao passar de um pavilhão para outro. Isso apressar da fraqueza física, do cansaço, da dispnéia.

Todos os que se confessaram com ele têm algo a contar. E foi no confessionário que muitos se convenceram da sua santidade. Era mais sensível a presença de Cristo naquele confessor, bondoso, humilde, que dava breves, mas preciosos conselhos.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina

O "Apóstolo da confissão"

Assim alguém o definiu. Não seria exagero afirmar que o Pe. Rodolfo viveu a sua vida sacerdotal confessando. Sempre disponível, qualquer que fosse a hora ou o lugar, a ponto de nos últimos anos, quando a doença progredia inexorável, arrastar o corpo debilitado a fim de atender os penitentes.


Era muito requisitado, pois todos lhe reconheciam grande capacidade de discernimento. Era fácil abrir o coração ao santo confessor, que tudo ouvia movendo ligeiramente a cabeça, como num convite à sinceridade e demonstração que compreendia bem as dificuldades e angústias que lhe eram confidenciadas. Não deixou nunca que alguém se afastasse do seu confessionário sem a solução das suas dúvidas. Mais: algumas pessoas nem chegavam a manifestá-las, porque o santo confessor, esclarecido por Deus, antecipava-lhes a solução.

Os que com ele se confessavam tinham a impressão de se confessarem com um santo. Daí o número sem conta dos seus penitentes, mesmo em São José dos Campos, onde ninguém tinha receio de achegar-se a ele, embora todos o soubessem doente em grau adiantado de tuberculose pulmonar.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pe. Rodolfo e a Missa

Celebrava a Santa Missa com grande recolhimento, preparando-se longamente a prolongando a ação de graças por mais de meia hora, sempre ajoelhado no chão, no presbitério.


Não havia doença que o impedisse de celebrar. Antes de ir para o sanatório onde havia de morrer, celebrou até o último dia na Residência salesiana. Seu estado de fraqueza era tal que, ao fazer a genuflexão no degrau sem apoio do altar, não tinha forças para levantar-se. Somente apoiando as mãos no chão é que podia fazê-lo.


Sua missa não se confinava nos breves instantes do sagrado rito, mas se desdobrava no correr do dia em frutos de caridade, apostolado e sacrifícios. A missa de um santo.

Texto do Pe. Fausto Santa Catarina

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Perante Jesus Sacramentado

 
Era impressionante vê-lo na igreja diante de Jesus Sacramentado. Quantas vezes não foi surpreendido a rezar, horas altas da noite, no presbitério ou no fundo da Igreja. Entretanto, levantava-se de madrugada, abria a Igreja e ajoelhava-se ao lado do confessionário, sempre a rezar.

Quando expunha o Santíssimo na capela de um sanatório, depois de entronizar o ostensório ajoelhava-se por terra e ficava a contemplar imóvel, por meia hora ou mais, o seu Senhor no Sacramento, com grande edificação dos que o sabiam doente e febricitante.

Texto do Pe. Fausto Santa Catarina

domingo, 26 de agosto de 2012

O Pe. Rodolfo com Deus

Era evidente no Pe. Rodolfo a contínua união com Deus. 
O exterior revelava-lhe o interior. Toda palavra, todo gesto transbordavam amor de Deus. 


O modo recolhido de caminhar pelas ruas, sempre de olhos baixos, o exercício do ministério sacerdotal, a maneira de entrar na Igreja, de fazer a genuflexão, de rezar o breviário, as orações antes e depois das refeições, a maneira como se dirigia ao próximo, como atendia os doentes, tudo revelava o homem mergulhado na contemplação, a "conversar" familiarmente com Deus.

E tudo com grande naturalidade e quase candura infantil. Edificava. Contagiava. Convidava a rezar com palavras e exemplo.
Doente, sentado em sua cadeira de lona, como era bonito vê-lo a ler a Sagrada Escritura, depor de quando em quando o livro sobre os joelhos descarnados, e fixar ao longe os olhos semicerrados, a meditar, a contemplar, totalmente absorto. 
Em continua oração passou os últimos dias, quando preferiu ficar a sós com o seu Deus.

Texto de Pe. Fausto Santa Catarina

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Um Encontro Providencial

Era o ano de 1949. Em São Paulo realizava-se o Congresso Eucarístico Nacional, preparatório ao Congresso Eucarístico Internacional do Rio de Janeiro.
Então, exercendo o múnus de Vigário capitular da Diocese de Taubaté, pela renúncia do Exmo. e Revmo. Ordinário, Dom André Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, tomei o trem rápido em Taubaté rumo a São Paulo, para representar como Ordinário Diocesano, minha Diocese, no grande certame de fé e amor.
Assentei-me ao lado de um senhor, que logo travou conversa comigo. Vinha de Niterói, onde morava num dos morros, nas cercanias da cidade. Ia a São Paulo assistir ao Congresso. Era católico de poucos anos, pois convertido do espiritismo. Como? Explicou-me comovido:

  - Tive há anos uma filhinha muito doente, já sem fala. Todos os filhos eram pagãos, pois o espiritismo não admite batismo. Pagã, portanto, era a menina doente. Alguém vendo-me desesperado, recomendou-me que fosse ao Colégio Santa Rosa, onde existia um padre santo. Que o convidasse a ir até a casa, benzer a doente. esqueci do meu espiritismo. Fui até o Colégio. Pedi a ida do padre, a quem chamei santo, até minha casa. O Revmo. Diretor compreendeu que se tratava do Pe. Rodolfo. Deu-lhe licença para que me acompanhasse. Levava uma maleta não mão. Não quis me entregar para levá-la. Não aceitou, de forma alguma, o automóvel. Quis informações do lugar,  da casa. Iria a pé. E, com o terço entre os dedos, subiu a montanha até a minha casa. Ali disse-me:

  - Sua filhinha é pagã, vou batizá-la. O santo Batismo a curará.

De fato, ao terminar a cerimônia do santo Batismo, a menina abriu os olhos, animada. Estava curada. O padre tomando a mala, pediu que fosse ao colégio para ser instruído e deixar o espiritismo. Obedeci. Por alguns dias instrui-me na fé. Fez o mesmo à minha família. Abjuramos o espiritismo e fomos todos batizados. Continuamos, com o divino favor, a praticar a nossa fé católica. O Pe. Rodolfo foi transferido de Niterói. Nunca mais ouvi falar deste santo sacerdote. Quem sabe se não o encontrarei em São Paulo?...
Ouvi a descrição do referido senhor. E percebi o dedo de Deus. O trem caminhava entre a estação de Caçapava e São José dos Campos, justamente a cidade onde morava o Pe. Rodolfo, em tratamento na casa salesiana daquela Estação de curas. Disse-lhe então:

   - Deus está nesta conversa. É mais um milagre do Pe. Rodolfo. Saiba, meu senhor, que ele está aqui em São José dos Campos, justamente a primeira cidade onde vai parar nosso trem.

De fato, dali a pouco, estávamos em São José dos Campos. E o companheiro de viagem me disse:

  - Vou saltar aqui. Não posso deixar de visitar aquele a quem devo minha conversão e salvação. Como encontrá-lo nesta cidade de São José dos Campos?

  - É fácil. Vê aqueles carros de aluguel, ali parados? Vá lá e diga a qualquer daqueles motoristas: "Onde mora aqui o Padre Santo?". E verá que será levado à casa salesiana, junto de Pe. Rodolfo.

Alegre, perdendo a passagem comprada até São Paulo, meu querido companheiro de viagem saltou do trem, e ainda o vi, de longe, assentado no auto, acenando-me alegremente.






Carta de Mons. João José de Azevedo

(ex-aluno salesiano, 
e pároco em Pindamonhangaba-SP, por 50 anos)
Pindamonhangaba, 04/09/1963

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Palestra no Relicário

Nesta terça-feira, 21 de agosto, uma turma de crisma da Paróquia Sagrada Família, com 22 jovens tiveram um encontro diferente... uma palestra sobre "Santidade" na Capela Relicário

Passando por exemplo como: Santa Teresinha do Menino Jesus, São João Maria Vianney, Beato Pier Giorgio Frassati chegamos ao nosso objetivo que era falar sobre o Venerável Pe. Rodolfo Komórek.

Após a palestra sobre os fatos e a vida do "Padre Santo", os jovens foram convidados a ver os objetos e vestes expostos no Relicário e fazer a Oração para pedir a Glorificação do Pe. Rodolfo.
 

Catequista Glauco terminando o encontro
Jovens ganharam o livro: "Traços Biográficos do Pe. Rodolfo"

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Pe. Rodolfo previa o futuro

Quando o Pe. Rodolfo atendia à Paróquia de Frystak na Polônia, o pai de dona Ruzena, cego desde os 33 anos, adoeceu gravemente. Ela conta: "Pedimos ao Pe. Rodolfo que lhe administrasse a Unção dos enfermos. Eu chorava muito, mas ele me consolava, dizendo: 'Não tenha medo, seu pai ainda vai embalar os filhos da senhora'... Numa das visitas a meu pai, tomou em seus braços meu filho de três dias e disse: '... quando chegar à velhice, seu filho tomará conta da senhora'. E assim aconteceu. Meu filho retornou são e salvo da guerra e cuida de nós até hoje".

***

Pouco antes de deixar São Feliciano (RS), disse: "Brevemente partirei daqui. Mas não passará muito tempo, e teremos acontecimentos trágicos aqui nesta igreja". Em 1943, era assassinado, dentro da igreja o Pe. Vitor Devor, lazarista. O assassino, doente de sífilis, fora aconselhado num centro espírita a matar um padre.

***

Em São José dos Campos, um doente sofria de frequentes hemoptises. Chamou o Pe. Rodolfo para que lhe desse a Unção dos enfermos. Ao fim, o Pe. Rodolfo confortou-o: "Meu filho, o senhor vai viver muito!". E assim aconteceu. Vivia ainda quando da abertura do Processo de Beatificação do Pe. Rodolfo.

***

Uma menina estava à beira da morte. A mãe chamou o Pe. Rodolfo. Da porta da casa viu-o chegar, e reconhecer na calçada um pedaço de pão, beijá-lo e guardá-lo no bolso. Em seguida entrou e deu a benção à menina assegurando à mãe: "Não fique triste que Nossa Senhora a curará". E a menina sarou.

***

Um doente, a quem oito médicos haviam aconselhado uma operação, falou com o Pe. Rodolfo, que lhe disse: "Espere! Não é preciso se operar". O doente não se operou e ficou perfeitamente curado.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Como foi o "Bote fé no Pe. Rodolfo"...

Conseguimos fazer uma ótima experiência de divulgação neste último sábado, 11 de agosto.
Mesmo em número reduzido, distribuímos pouco mais de 1000 "santinhos" na região central de São José dos Campos. Visitamos também o Parque Vicentina Aranha, onde o quarto do antigo sanatório onde o Venerável Pe. Rodolfo morreu está sendo restaurado.

Ainda acompanhamos o comentário e oração para Glorificação do Pe. Rodolfo antes da Missa na Paróquia Sagrada Família, feitos pelo Ir. Alberto Gobbo,sdb. E logo depois rezamos o terço na Capela Relicário.

Acreditamos que vários amigos também se uniram conosco para a divulgação da Memória do Venerável Pe. Rodolfo e também rezaram para a sua glorificação! Nosso muito obrigado a todos que colaboraram!

Segue fotos:



Grafite com imagem do Venerável Pe. Rodolfo Komórek dentro do Parque Vicentina Aranha em São José dos Campos

Detalhe do Grafite dentro do Parque Vicentina Aranha

Capela do Sagrado Coração de Jesus onde o Pe. Rodolfo Komórek celebrava

Frente da Capela do sagrado Coração de Jesus, dentro do Parque Vicentina Aranha

Quarto do Venerável Pe. Rodolfo Komórek no Parque Vicentina Aranha

Algumas pessoas ainda deixam flores em agradecimento pelas graças alcançadas

Placa ao lado do Quarto onde o Pe. Rodolfo Komórek faleceu.


Quarto do Venerável Pe. Rodolfo Komórek

Pequena Gruta de Nossa Senhora de Lourdes que fica atrás da Capela Sagrado Coração de Jesus no Parque Vicentina Aranha


Apresentação de slides durante o comentário sobre o Pe. Rodolfo Komórek antes da Missa na Paróquia Sagrada Família

Ir. Alberto Gobbo recordando aos fiéis o "Padre Santo" de nossa região



"Milagres acontecem quando existe fé, quando são solicitados. Como porém, invocá-lo se não for conhecido?" Trecho do Comentário sobre o Ven. Pe. Rodolfo Komórek


Comentário foi feito antes da Missa na Paróquia Sagrada Família em São José dos Campos.

Ao final do breve comentário todos foram convidados a rezar a Oração para a glorificação do Venerável Pe. Rodolfo Komórek

Terço na Capela Relicário Pe. Rodolfo Komórek

Amigos que participaram do "Bote fé no Pe. Rodolfo"

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Bote Fé no Pe. Rodolfo


 O Venerável Pe. Rodolfo Komórek nasceu num dia 11 (11/10/1890), em Bielsko, Polônia e morreu num dia 11, (11/12/1949), em São José dos Campos. Por isso, neste próximo sábado dia 11 de agosto vamos fazer uma campanha de divulgação de sua memória!
É preciso que as pessoas conhecem este "Padre Santo" que viveu e morreu em nossa região, deixando-nos exemplos de humildade e penitência!

Convidamos os amigos para que divulguem entre seus conhecidos, através de santinhos, livros, etc. E que façam a Oração para a glorificação do Pe. Rodolfo, nas suas reuniões e encontros.

Aqueles que precisarem de 'santinhos' para a divulgação poderão pegar na Capela Relicário Pe. Rodolfo às 15h.
Também teremos Terço às 17h30 na Capela Relicário

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Missa na Capela Relicário

Neste sábado, 04 de agosto, a Santa Missa em Na Forma Extraordinária do Rito Romano será às 12h.

Essa Missa acontece mensalmente na Capela onde se encontram as Relíquias do Venerável Padre Rodolfo Komórek, sempre no primeiro sábado. 

Rua Padre Rodolfo, 28 - Vl. Ema - São José dos Campos