sábado, 28 de julho de 2012

MÃOS FRIAS, CORAÇÃO QUENTE




MÃOS FRIAS, CORAÇÃO QUENTE

Uma das características da adolescência de Komórek fora o despontar do espírito de penitência. O ingresso no seminário veio dar vazão aos impulsos generosos de seu coração.

Sua irmã Wanda escreve, referindo-se a essa etapa:
"Foi aí que começou a fazer mortificações, especialmente durante a quaresma. Sempre por ordem do reitor do seminário comia carne na quaresma, e apenas por obediência. A única que sei daquele tempo é que ele estava magro".

O mesmo fato é testemunhado por um de seus discípulos, o Pe. Agostinho Pohl, decano e pároco de Skoczów (Polônia):
"Com o Pe. Rodolfo, estive no seminário durante três anos, em Weidenau. Quando veio para o seminário, não queria comer carne. Então o padre reitor ordenou-lhe que comesse; comia por obediência, mas muito pouco".

Outro companheiro de Komórek, o Pe. Ludwik Kojzar, declara:
"Com o falecido Pe. Rodolfo Komórek estive no seminário de Widnawa durante três anos: 1910-1913. Como seminarista, o Pe. Rodolfo distinguia-se pela sua piedade, humildade, mortificação e aplicação. Diariamente o encontrávamos, nas horas livres, ajoelhado na capela, numa oração profunda. Para os seus colegas seminaristas era muito gentil, sincero e prestava qualquer serviço".

O espírito de penitência do seminarista Rodolfo é atestado também por dois outros sacerdotes.
"Quando eu era pároco em Kamienica, - afirma o sacerdote Roberto Klisz, - e ele estudante de teologia, veio visitar-me uma vez no tempo de inverno. Então pude perceber seu desejo de fazer penitência pelos outros. Tinha os dedos inchados pelo frio e nada colocava para aliviar a dor. Este espírito de penitência deu-me a impressão de ter diante de mim um candidato à santidade. Isto posso atestar sob juramento".

Eis como o Pe. Jorge Nitsch, ex-inspetor salesiano da Áustria, narrava sua impressões ao conhecer o seminarista Komórek, seu compatriota:
"Conheci o Pe. Rodolfo justamente nas férias se seminário (Natal, Pascoa e ferias de verão), quando ele voltava para Bielsko. Era uma figura alta, magra e ascética, de rosto afilado e pálido de aspecto. Durante o inverno apresentava a face lívida e as mãos inchadas de frio. Como naquela ocasião eu estava pensando em fazer-me sacerdote, contra os desejos de minha família, que queria ver-me médico, um parente dizia, quase para me afrontar: "Se quiseres ser padre, deverás fazer tantos jejuns como o Komórek..."

Se as mãos estavam com frequência geladas, o coração permanecia sempre repleto de fervor espiritual.

É ainda o Pe. Nitsch quem nos narra:
"Edificava a todos com a sua atitude modesta e recolhida. Recordo-me ainda que, durante a Missa e outras funções sagradas na igreja paroquial, ele permanecia em seu lugar no presbitério, com as mãos juntas, a cabeça baixa, imóvel, em oração e recolhimento".

E o Pe. Agostinho, seu companheiro:
"Distinguia-se pela grande piedade. Passava o tempo livre na capela, em adoração ao Santíssimo Sacramento. Em vista disso, o diretor do seminário o nomeou sacristão. Desempenhava esse ofício escrupulosamente".

Com razão, pois, sua irmã Wanda podia afirmar:
"No seminário, por sua bondade, todos lhe queriam bem, o amavam muito, e desde o então o chamavam um 'São Luís' ".(1)
(1) Carta de Wanda Komórek. Bielsko, 8 de fev. 1953, doc. 3.

Esses depoimentos foram recolhidos na Polônia, pelo Pe. Estanislau Rokita, pelo Pe. Luciano Strada e por Wanda Komórek. Fazem parte do Livro: UMA PRESENÇA ENTRE OS POBRES, de Riolando Azzi, que é usado pelo blog como uma importante ferramenta para a divulgação da vida do Venerável Padre Rodolfo Komórek, onde o autor nos conta a história desse santo sacerdote com depoimentos interessantes e edificantes.
Esperamos a cada postagem aumentar o conhecimento e devoção ao Pe. Rodolfo.

PAX ET BONUM!



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma modéstia aloisiana



A par de seu espírito de mortificação estava seu apreço pela modéstia e pela pureza de coração e de atitudes. Já desde o seminário, com frequência era ele comparado a São Luís Gonzaga, tido como um dos modelos de modéstia cristã.

Comentando as atitudes do Pe. Rodolfo, o Pe. Agostinho Piechura afirmava:
"Com relação à modéstia angélica, nunca cometeu a mínima imperfeição. Sempre mortificou muitíssimo os olhos".

Em certa ocasião, devia ele sair para fazer um enterro em uma paróquia vizinha. Sempre recolhido, estava para subir na carruagem, quando percebeu que dentro já estava sentada uma senhora. Sem a menor hesitação, foi sentar-se ao lado do cocheiro na boleia.

Naquele ano que passou em Przemysl (Polônia), a igreja ainda estava em construção. Organizavam-se, pois, com frequência, festas e leilões. Mas o Pe. Rodolfo nunca tomou parte nesses divertimentos. Enquanto os outros se alegravam, ele ficava rezando de joelhos na igreja.

Por ocasião das festas de Natal e Ano-Bom nunca ia fazer visitas a amigos ou conhecidos, mas dedicava  com zelo todo o seu tempo ao ministério sacerdotal.

Não só era mortificado pessoalmente, mas era intransigente em matéria de modéstia. Devendo certa vez fazer um batizado de uma criança, percebeu que a madrinha não estava decentemente vestida para aquela função religiosa, tendo um grande decote no vestido. Disse-lhe sem mais que naqueles trajes ela não podia ser madrinha no ato do batismo. O Pe. Rodolfo conhecia bem aquela senhora, pois era uma condessa C.; e ela própria se queixou irritada ao pároco, que era o diretor da casa, de que aquele jovem sacerdote tinha tido a coragem de lhe fazer tais observações.

"É escusado dizer - conclui o Pe. Francisco Niemczyk - que o fato só serviu para relevar mais a virtude do Pe. Komórek, que não tinha respeito humano algum quando se tratava da maior glória de Deus".

E o mesmo sacerdote acrescenta:
"Desde o primeiro encontro com ele tive a grande impressão de encontrar-me diante de um homem de Deus. Sua atitude era ascética e recolhida, sua palavra sóbria e medida...".

(Pe. Francisco Niemczyk - Depoimentos recolhidos na Polônia pelo Pe. Estanislau Rokita, pelo Pe. Luciano Strada e por Wanda Komórek)

Essa postagem foi tirada do Livro "UMA PRESENÇA ENTRE OS POBRES" de Riolando Azzi, e os fatos relatados ocorreram em Przemysl - Polônia, entre os anos de 1923 e 1924, já numa paróquia Salesiana.





sábado, 7 de julho de 2012

O Padre Santo na Internet

Visitem, curtam, sigam, compartilhem, divulguem a vida do Venerável Padre Rodolfo Komórek através das redes sociais! Peçamos a ele que interceda por nós junto a Deus e sejamos nós imitadores da vida deste grande místico que viveu em nossa terra e se doou por nosso povo!

Twitter: www.twitter.com/rodolfokomorek (@rodolfokomorek)